domingo, 30 de janeiro de 2011

O que nos ensina o Egito?


Quem diria então, manifestações sociais nos países islâmicos. Tunísia, Mauritânia, Argélia, Iêmen, Jordânia, Omã e Egito. Se essa onda pega... Coitado do Mamute Armanuclear, amigo de Lula. Um efeito dominó eclodiu naquelas terras tão teocraticamente oprimidas. De repente, num país governado por 30 anos por um ditador se vê sem força, pois a população exige mais do que sua saída. Exige mudança total.
O poder da ditadura está no medo. E a consciência individual o dissolve.  Isso é natural e na hora certa, acontece. Não vai adiantar demitir ministros ou colocar um vice às pressas, como forma de ganhar tempo para impor, posteriormente, o filho Gamal. Não adianta dizer que vai democratizar e blá-blá-blá. Não adianta o estúpido ianque Obama tentar interferir e dizer que ainda quer que o Sr. Muhammad Hosni Said Mubarak na presidência egípcia. Ali é um problema unicamente dos egípcios.
Segundo um estudante egípcio, essas manifestações foram planejadas há um ano. As pessoas podem se organizar e não precisam dessas bostas de partidos para revolucionar suas vidas. Lembram-se do que ocorreu com a hermana Argentina? No início os camaravodkas ficavam com seu bailado de bandeirinhas vermelhas. Depois sumiram, pois a própria sociedade foi às ruas. E no Egito não está sendo diferente. O medo se dilui diante da consciência. É a roda do destino que não volta.
A sociedade egípcia prova ao mundo que o poder está na consciência e que ela é quem transforma tudo. As ditaduras do Oriente Médio, ou melhor, dos dois lados do globo estão de cabelo em pé. Pois o desejo de mudança é grande e esse fato atual é como uma grande lente que canaliza a luz solar para um campo com mato bem seco e ao meio-dia. Obama, Herva Morales, e Mamute Armanuclear...  que se cuidem. Segundo as agências de notícias, TiranoChaves Rex ligou para seus camaradas: Muammar Kadhafi que manda na Líbia desde 1969  e Bashar al Asad que governa a Síria desde 2000; preocupado (e acompanhando de forma especial), com a situação na terra dos faraós.  
 Essa situação me faz relembrar um texto de Marizilda Lopes, que agora passo para vocês refletirem: “Quanto mais os atos desumanos e violentos mostrarem-se pela ostentação, ações ilegais, discórdia, orgulho, excessos, exageros de todos os tipos, por indivíduos e grupos motivados pela hipocrisia, tanto maior será o número de pessoas que despertarão para uma única realidade: caminhar pelas próprias pernas, não se permitindo envolver pelas ilusões daqueles que insistem em manter o poder pelo domínio, a crítica negativa, o julgamento e a comparação de verdades. O domínio só será sustentado enquanto houver pessoas que acreditem nele, pois crer é o mesmo que se submeter”.

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