Em recente visão apocalíptica, o tirano-amigo lulóide disse que no mundo haverá grande mudança, e que o sistema vigente está em colapso. Poxa. Que novidade. Acho até que ele nunca leu um texto de Heráclito que disse: “Nada é permanente, exceto a mudança”. Disse ainda que as vigências do materialismo e da arrogância estão perdendo forças, graças a Alá e ao povo iraniano, que tem uma missão importante nesse contexto: explicar ao mundo sobre a divindade da revolução islâmica.
Ele deveria explicar também por qual motivo nas eleições de 2009, quando foi reeleito: 1. Os colégios fecharam cedo demais impedindo que muitos votassem; 2. Por uma pequena e suposta confusão causada pelo Ministério do Interior, mais de 40% dos colégios eleitorais de Teerã ficaram sem observadores; 3. Boa parte dos delegados dos outros dois oponentes eleitorais não atuou, visto que suas credenciais apresentavam erros, inclusive com alteração de fotos; e 4. Mesmo tendo sido confeccionado cerca de 5 milhões de cédulas extras, muitos não votaram pela falta delas.
O Egito sempre foi mal visto pelas outras ditaduras árabes, por sua proximidade com Israel e os EUA. As recentes manifestações são tidas como uma esperança para os fundamentalistas que vem nessa situação a possibilidade de fechar a conexão daquele país irmão com o “satânico Ocidente”. Por outro lado, esse povinho fica de orelha em pé, porque sabem que a força e o poder estão nas pessoas e que tudo tem limite, principalmente, para a opressão e costumes nefastos como o de mutilar as genitálias das meninas para que o único prazer que elas tenham na vida seja apenas a de gerar muitos filhos.
Assim como no nosso Carnaval, em que pessoas se aproveitam da multidão para praticar crimes; o caso do Egito não é diferente. Ao mesmo tempo em que sua população quer uma vida melhor, grupos radicais se aproveitam do momento para destituir uma ditadura em prol das suas. Mamute se acha o divino representante de Alá na Terra. Mas em seu país, segundo a ONG Human Rights Watch (HRW), mais de mil pessoas devem ser executadas em 2011. São pessoas envolvidas com narcotráfico, usuários de drogas pornografia, adultério e orientação sexual. E não há transparência na Injustiça iraniana. Ou seja, direitos humanos nem em sonho. Agora imagine uma praga dessas se espalhando pelo mundo? Dilma teria que usar burca ou xador e deixar a presidência para Temer.
Lula não poderia tomar seus quartinhos de cana. Nem Eduardo Campos se livraria do caso dos precatórios. Nem Arruda, nem Sarney com seus atos secretos, nem Severino Cavalcanti, nem Dirceu, nem Palocci, nem Genoíno, nem Collor, nem Jader, nem Renan, nem Erenice e quem mais? De toda forma essa massa crítica egípcia alterará o globo terrestre. E na medida em que as ervas daninhas crescem... crescem também grupos conscientes. A queda do ditador do Egito é a queda do sistema. Mamute está correto ao falar que esse padrão está em colapso e perdendo força. Só esqueceu-se de dizer que ele também, visto que representa uma das piores faces desse algo que ele arrogantemente condena e integra.
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