segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O Cinto

Sábado passado, 15/01/2011, revolucionei minha vida mais uma vez. Comprei um cinto. Sim, um cinto. GG, claro! Deve ser o primeiro ou no máximo, o segundo de minha vida. Já que tenho uma vaga lembrança de um amarelado que usei na adolescência. Um pequeno ato, um pequeno detalhe que muda tanto a vida de alguém. A necessidade surgiu por conta dos dois meses de academia. As roupas estão folgadas e ficam caindo. Caíam sempre, mas agora, com mais frequência. Urgia então, a compra de um acessório. As roupas agradeceram.
Assim, eliminei de vez a incômoda situação de “virou-mexeu”, ter que sungar as bermudas e calças, e ainda ficar mostrando o cofrinho. Lembro-me da “facul”, quando diziam “Ed, olha o cofrinho”. Poxa, se tivesse pedido durante os quatro anos de estudo, uma doação de R$ 1,00, toda vez que essa frase chegava aos meus ouvidos; já teria no mínimo, feito um curso complementar na área de publicidade. Entretanto, como águas passadas e evaporadas movem novamente os moinhos; tudo vira aprendizado e nos faz despertar.
O que estaria por trás daquele hábito de sungar calças, bermudas e expor a região “feofônica”? Desleixo? Frescura? Calor? Algum resquício primata? Uh! Uh! Uh! Ou seria medo de segurar, ou melhor, representaria aquele ato o medo de posicionar-me perante a vida e as pessoas, no que se refere às minhas verdades e valores? Sei lá! Mas uma coisa é fato, ao usar o cinto senti-me mais seguro: protegendo minha superpoupança; eliminando os ruídos psicológicos do “Ed, olha o...”; e do ponto de vista mental, estou mais centrando fisicamente.
Transcendi e aprendi com um “aparente” incômodo, que na realidade poderia ser uma representação da minha postura diante do meio em que vivo. O corpo fala e até um peido revela algo! A comunidade canina sabe bem o que estou falando. Por fim, a questão é estarmos disponíveis para compreender e ir além das aparências desses incômodos, que são nossos mestres e que emitem mensagens reveladoras sobre nós. Observe-se! Invista alguns minutos do seu cotidiano para comunicar-se consigo. Seu corpo tem tanto a lhe revelar.
Boa leitura. Bom aprendizado.

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