Mesmo com as manifestações contrárias, a sociedade egípcia continua em seu objetivo, de realizar a Marcha da Partida. O ditador egípcio já disse que nãos era mais candidato e nem sairá do governo. A alegação é que sua saída poderia gerar o caso no Egito. Fica então jogando cenouras para o povo, acenando por um “diálogo”. Já são 30 anos de ditadura. É como um criminoso que pinta e borda, mata, estupra, rouba e assassina e quando é preso vai ser “religioso”.
Alguém que sempre massacrou as pessoas, agora que se mostrar como necessário para a ordem nacional. Isso não cola. É como elástico de cueca velha, depois que afrouxa, não adianta fazer amarrações para se segurar. Embora o medo de uma “revolução fundamentalista” seja possível, o que se percebe ali é que a sociedade começa a dar os primeiros passos no mundo islâmico para o estado laico. É incompatível religião com corrupção. É aberrante oprimir, matar, violentar as pessoas, e se cobrir do manto da religião. Isso é maculá-la.
Países como EUA e Israel estão preocupados e muito... com os seus negócios. Com sua geopolítica de fome e miséria. Mubarak é aliado deles e eles não sabiam o que sempre passou a sociedade egípcia? É como na China, uma ditadura ferrenha... mas como rola muito dinheiro, o humano sempre fica em último lugar. Os países do Oriente Médio que são inimigos dos EUA, no passado foram aliados e treinados pelo Tio Sam. Mataram Saddan, o mesmo que oprimia a população no tempo em que era amicíssimo dos norte-americanos. Com estados laicos, tudo se transformará, e talvez, aquela visão regional belicosa acabe.
Torço, mentalizo, rezo para que os egípcios consigam executar o que pede a sua consciência nacional. Em todo tempo e situação surgem os oportunistas, mas eles sempre caem. Os egípcios estão sabendo separar o que é de Alá e o que é dos Alis Babás da vida. E esse efeito dominó já começa a modificar as realidades dos países muçulmanos. Se os egípcios podem, eles também podem. Aliás, todos nós podemos. Por isso que aquele doido da Grécia, Heráclito dizia “Nada há de permanente, exceto mudança”, e “Ninguém se banha duas vezes na água do mesmo rio”. E eu complemento: “A tomada de consciência segue a mesma lógica da droga: evite a primeira vez”.O perdão para Mubarak é o exílio. ai para Nova Iorque ou Tel Aviv fofo.
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