O reino saudita oferecerá apoio ao pobrezinho do Hosni Mubarak, caso o amigo e aliado em comum desses dois, os EUA, abandonem o ditador egípcio. Sua majestade, o rei Abdullah avisou a Obama que não admitirá que seu amigo do Cairo seja humilhado. E que ele não deve sair e sim ficar até o final do mandado para que a transição seja bem feita. O temor do saudita é a ampliação dos tentáculos iranianos na região. E que isso poderia acontecer com o possível “caos” gerado com a saída imediata de Hosni. Quer dizer, os egípcios foram oprimidos por 30 anos, mas o opressor não pode ser maculado? O Irã tenta ampliar seus braços no mundo árabe. Contudo, alguém viu por parte da sociedade egípcia, alguma bandeirinha tremulando com a fuça de Mamute Armanuclear, da Irmandade Muçulmana, do Hamas e do Hizbollah? Será que aquele povo quer sair da fogueira para se jogar numa fornalha? A preocupação do monarca é mesmo com o rival Mamute, ou é que o exemplo de determinação de lá afete drasticamente seus súditos? Lembre-se que no Sul da Península Arábica, em Omã e no Iêmen, a população já está nas ruas exigindo mudança. Talvez a realeza saudita (e outras ditaduras) esteja vendo a efetivação da velha máxima de comer pelas beiradas que nem papa. Volto a repetir, a tomada de consciência segue a mesma lógica da droga: evite o primeiro contato. Se Hosni não que por bem, vai sair de qualquer jeito. E talvez agora ele voe, já que trabalhadores do canal de Suez estão em greve. Isso prejudica e muito o comércio mundial. E quando se perde dinheiro, toda ação é apoiada. De toda forma é o mundo começando a despertar e dizendo NÃO para esses sistemas obsoletos e opressores.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.